Organização transportou 4 toneladas de drogas durante um ano, diz polícia

Drogas eram armazenadas em tonéis enterrados em fazenda no Tocantins. Grupo era comandado por um único homem no presídio de Palmas.

A organização criminosa alvo da operação Horus, realizada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (21), movimentou cerca de 4 toneladas de drogas durante um ano. Conforme a investigação, o homem que seria o líder da organização foi identificado como Antônio Gomes Boaventura. Ele possuía sete apelidos no mundo do crime e comandava o grupo de dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas. (Veja o vídeo)

Segundo o delegado Guilherme Rocha, titular da Delegacia Especializada na Repressão a Narcóticos (Denarc), inicialmente se pensava que havia vários patrões comandando a organização. Depois, identificaram que era apenas um líder com vários apelidos.

“Era como se fosse uma empresa, extremamente organizada, com divisão de tarefas bastante definidas: havia o financeiro, contábil e também o cobrador, que tinha a função de intimidar os clientes, usuários ou fornecedores subalternos para que pagassem em dia”, comentou.

O delegado afirmou que a droga saia de Goiânia em ônibus para uma fazenda em Porto Nacional, onde ficava escondida em tonéis enterrados. De lá, era distribuída para Palmas e outras cidades do Tocantins, Goiás, Sergipe e Bahia.

Durante o anos foram apreendidos em flagrante 268 kg de maconha, 19,86 kg de crack, 2,35 kg de cocaína transportados pelo grupo. Na capital, pelo menos dez pontos de vendas de droga em todas as regiões eram abastecidos pela quadrilha.

O diretor geral da Polícia Civil do Tocantins, Claudemir Ferreira, reconheceu que existem falhas no sistema prisional do estado e disse que serão tomadas medidas para impedir as ações criminosas.

Presídios
Ao todo, 90 policiais participam da operação, que é realizada pela Delegacia Estadual de Repressão ao Narcotráfico e pelo Ministério Público Estadual (MPE). Estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e 19 de busca e apreensão.

Vários mandados de prisão foram cumpridos nos presídios do Tocantins: Casa de Prisão Provisória de Palmas, no Presídio Luz do Amanhã em Cariri do Tocantins e no Presídio Barra da Grota, em Araguaína.

No Tocantins, a operação é realizada em Palmas, Cristalândia, Araguaína, Gurupi e Porto Nacional. Na capital, os policiais precisaram usar explosivos e barras de ferros para entrar em duas casas. Foram apreendidos dinheiro e armas de uso restrito.

Segundo a polícia, os suspeitos estão sendo investigados há um ano. O grupo é organizado e seria dividido, com funções de cobrador e até matador. Segundo a PC, os bens de uma pessoa apontada como líder da quadrilha foram bloqueados.

g1

21/12/2016

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