Novo robô submarino captura imagens em alta definição de navio afundado

Um novo tipo de robô submarino tornou possível observar o interior do USS Arizona, o navio de guerra afundado, bombardeado há 75 anos em Pearl Harbor, Havaí.

O equipamento submersível operado remotamente, obteve imagens nunca vistas do navio para o novo documentário ‘Pearl Harbor: Into the Arizona’, uma coprodução entre a CuriosityStream e a PBS.

Na filmagem, o uniforme de um oficial, agora coberto de algas, ainda está pendurado em seu cabide, em um dos aposentos. O chapéu de um dos membros da tripulação ainda conserva seus detalhes brilhantes. O armário do banheiro contém seus objetos originais, enquanto um cobertor cobre uma cama intacta.

O Arizona foi atingido quatro vezes por bombardeiros japoneses em 7 de dezembro de 1941, e acabou afundando. Cerca de metade dos 1.117 tripulantes mortos naquele dia estavam a bordo do navio.

Desde então, ninguém viu o interior do Arizona abaixo de seu segundo deck. O U.S. National Park Service proíbe mergulhos não oficiais no local, e não permite que visitantes entrem no casco do navio.

Modelos anteriores de robôs não conseguiram navegar pelos espaços apertados sem ficar presos nos cabos que os conectavam à base na superfície, conforme explicaram os produtores do novo documentário. As condições desfavoráveis de luz também dificultavam a captura de imagens de alta qualidade.

Foi então que a equipe trouxe um novo robô submarino desenvolvido pela Marine Imaging Technologies. O equipamento operado remotamente, batizado de 11th Hour, tem uma espécie de carretel automático que elimina os problemas com os cabos, e sua câmera de altíssima definição 4K 3D dá uma nova clareza às imagens feitas no fundo do mar.

Os cineastas fizeram uma parceria com o National Park Service’s Submerged Resources Center e a Woods Hole Oceanographic Institution para capturar imagens dos decksinferiores do Arizona.

“Com pouquíssimos sobreviventes do USS Arizona vivos até hoje, e poucas pessoas que estavam vivas quando os ataques ocorreram, nós temos a obrigação de preservar e registrar estas lições da história para as gerações futuras,” disse Jorge Franzini, produtor da CuriosityStream, em um comunicado.

“Nós penetramos apenas a superfície do que esta tecnologia é capaz de fazer,” ele acrescentou. “É animador pensar em qual poderá ser a próxima expedição do 11th Hour.”

Yahoo

17/12/2016

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