Após críticas por estrias, modelo plus size faz desabafo sobre idealização de gordas

Após críticas por estrias, modelo plus size faz desabafo sobre idealização de gordas

Barbie Ferreira é uma modelo plus size americana que conquistou seguidores e admiradores quando posou para uma campanha da Aerie, grife de moda praia da American Eagle, conhecida por não editar e manipular as imagens de seus anúncios e valorizar modelos com corpos fora do padrão.

Agora, no entanto, a modelo teve que enfrentar uma situação constrangedora e que mostra que, mesmo em espaços onde o padrão de beleza de mulher magra é aparentemente quebrado, outras exigências e idealizações surgem.

Na última semana, a modelo, como habitualmente faz, postou a foto de uma parte do seu corpo com uma mensagem de aceitação. Desta vez, foram registradas suas estrias do quadril e barriga e, na legenda, ela dizia que é interessantemente notar que um corpo mesmo em transformação e com novas marcas pode ser bonito. “Minhas pequenas listras estão bem aqui. Acalmando elas com vitamina e óleo e percebendo o quanto meu corpo pode ser lindo apesar das pequenas mudanças”, escreveu.

Horas mais tarde, no entanto, ela fez um desabafo para mostrar que mesmo aquelas marcas que aparentemente querem romper com os padrões estéticos, ainda não aceitam verdadeiramente o que são os corpos femininos, seus traços e as diferenças existentes entre um e outro. “Eu não quero vender a você essa ideia de que todas as marcas são positivas quando, na verdade, poucas representam o que as mulheres realmente são e não apenas uma versão idealizada de uma garota gorda”, resumiu.

Tudo isto porque, assim que fez a publicação com suas estrias, ela entrou em um estúdio para fotografar uma campanha e, enquanto estava nua, uma das produtoras perguntou o que eram aquelas marcas em seu corpo.

“Depois que eu postei a foto de minhas estrias, algumas horas depois eu estava em um trabalho posando nua na frente de estranhos (posição super vulnerável) e me perguntaram o que tinha de errado comigo, apontando para as minhas estrias. Foi uma mulher. Eu estaria mentindo se dissesse que essas microagressões não acontecem no meu dia a dia nessa indústria. E como eu sempre faço, eu enxuguei as lágrimas e sigo em frente como se nada tivesse acontecido”, escreveu.

A modelo ainda relatou que ouve comentários e está sempre sendo solicitada a fazer determinadas posições ou tem suas imagens editadas em programas como o Photoshop para que o corpo fique “mais suave”. “

Essa indústria não é bonita, nunca foi. Eu Eu não quero vender a você essa ideia de que todas as marcas são positivas quando, na verdade, poucas representam o que as mulheres realmente são e não apenas uma versão idealizada de uma garota gorda (como elas tentam fazer). Não somo tratadas como pessoas nessa indústria!! Em todos os lugares!! Se você acha que meu relato é exagerado, pergunte a uma modelo de passarela que passou de 34 para 35 cm de quadril… Elas também ouvem que devem parar de comer porque parecem gordas. Essa merda não é tão bonita como parece, mas estou aqui para me infiltrar. Eu realmente não sei o que podemos fazer como modelos curvilíneas se ainda somos pensadas como manequins – e que são amaldiçoadas a usar peplums e túnicas durante todo o dia para cobrir nossos corpos ‘falhos’ e mostrar apenas o nosso geralmente rosto magro. Enfim, só queria registrar porque sou muito privilegiada de estar aqui, mas as falhas neste mundo fazem com que eu me sinta um lixo absoluto no sentindo de ser paga e tentar espalhar a minha mensagem. Não só estão dizendo que a consumidora não é boa o suficiente, com as meninas nas fotos são tratadas da mesma maneira. Mas todos vocês me pegaram porque eu preciso ganhar a vida e aproveitar para representar as garotas curvilíneas”.

msn

20/12/2016

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